Desde muito menina, lembro que experimentava um certo estranhamento com meu corpo. Inicialmente, esse desacerto se dava em pequenos detalhes, eu corria menos do que desejava, eu caía mais do que pretendia, eu não era tão ágil como minhas amigas para plantar bananeira ou dar estrela, era um suplício fazer espacate (abrir as pernas formando um ângulo de 180º paralelo ao chão). Tudo isso me deixava um pouquinho irritada, porque, afinal, todos pareciam estar bem à vontade na sua morada. E eu, não. Acontece que tudo era muito novo, então fui acreditando que era uma questão de tempo, de jeito. Talvez meu corpo fosse mais marrentinho, mais cheio de vontade. Decidi tentar me acertar com ele, fui agradando, fazendo as vontades. Fui seguindo junto, mas ele sempre resistindo. Aos oito anos, experimentando um short novo, dei aquela semi virada no espelho para ver como ficava a parte de trás do short. Primeiro, achei feio, depois olhando mais um tpouquinho percebi que fa...