Inanição

Sinto fome
Da sua presença
Iludo-me com migalhas 
De olhares
palavras perdidas
E gestos sutis
Sinto-me 
Numa dieta severa
Privada do sabor 
Dos seus temperos
Da degustação
Das suas iguarias
Ofertas um banquete
Mas não para mim
Agua-me a alma
Mas não me convidas
Alimenta-se da minha fome
Deleita-se com a minha gula
Mas não me serves nenhum prato
Nenhuma refeição
Deixo-te, então
Para não morrer
 De inanição.

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