O remédio do olhar
Entre o mundo e eu Um vírus Seu poder Seus caprichos Sua pirraça Sua trapaça Meu sofrer Como um mago Fez sumir O afago O abraço O amasso O compasso do meu ser Mascarou meu sorriso Envenenou minhas mãos Cravou o medo Pôs a vida em prisão Chegou todo poderoso Mas cometeu um erro desastroso Achou que os olhos só serviam Pra chorar Foste tolo Seu vírus maldito A boca fala menos que o olhar Logo, os olhos Vieram provar Mesmo sem toque Podemos amar Falhaste ao nos trancafiar Julgando nos entristecer A vida é teimosa Se reinventa A cada amanhecer Como é mãe zelosa Ensinou com paciência Regar a esperança Para a paz florescer Agora pergunto a você Quem mandou não saber? Que o amor que une Pode ser declarado Pelos olhos do amado Janela da alma E vidraça do Ser Você fez o mundo parar O coração apertar A alma temer A tristeza chegar Nós encaramos com garra Resgatamos os afetos Renovamos os votos...