Sei lá...
Sei lá... sei lá... Epa , como aconteceu isso? Como essas palavras saíram da minha boca sem que eu me lembre de tê-las pensado? Como assim, no caminho pro banheiro durante meu expediente de trabalho, profiro em alto e bom som, independente da minha vontade lúcida, essa triste realidade? Sei lá... Sei lá! Que coisa esquisita! Quem é esse que através da minha boca e sem autorização prévia diz que existe um lugar em mim que está pra além ou aquém de mim onde mora um saber que eu não sei ? Não, não posso me dar por feliz por descobrir que em alguma parte de mim sei mais do que julgava saber. Não vou cair nessa armadilha, afinal acabo de sofrer a invasão do meu eu pirata que num só golpe toma de assalto a minha voz , revela-me um tesouro perdido e rouba para si todas as minhas certezas ao proclamar que aqui onde eu julgava saber, eu na...