Princesando
Confesso que eu sempre adorei brincar de boneca, mas de um jeito que, hoje, vejo que era um tanto estranho. Não brincava como minhas amigas que logo arrumavam um príncipe ou se deleitavam com a maternidade de “suas filhas” - eu não! - Eu queria a brincadeira de conquistar príncipes.
Gostava da ideia de tê-los aos meus pés, embora não quisesse um príncipe frouxo. Não, pelo contrário, para ter graça, o príncipe tinha que ser forte, viril e, às vezes, até um pouquinho frio. Esse era o jogo. A graça estava no quão ardilosa a princesa era.
Por horas a fio eu me deliciava com essa brincadeira, na qual o mais frágil, ingênuo e dócil domina tanto a cena quanto o dominador.
Hoje, quando tudo vai se transformando em poeira de lembrança, volta a minha mente esse doce brincar, e a voz da minha mãe que, ao observar todo esse desenrolar, dizia:
- Sei não... sei não...
Em 04/04/2019. Texto 3
Gostava da ideia de tê-los aos meus pés, embora não quisesse um príncipe frouxo. Não, pelo contrário, para ter graça, o príncipe tinha que ser forte, viril e, às vezes, até um pouquinho frio. Esse era o jogo. A graça estava no quão ardilosa a princesa era.
Por horas a fio eu me deliciava com essa brincadeira, na qual o mais frágil, ingênuo e dócil domina tanto a cena quanto o dominador.
Hoje, quando tudo vai se transformando em poeira de lembrança, volta a minha mente esse doce brincar, e a voz da minha mãe que, ao observar todo esse desenrolar, dizia:
- Sei não... sei não...
Em 04/04/2019. Texto 3
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