A colher e a faca
Um belo dia a colher chamou a faca pra brincar. Ela meio sem jeito decidiu aceitar, mas não sabia muito bem como se comportar. Pra colher parecia fácil brincar de catar, juntar, amontoar e até em avião se transformar.
A faca ria dessas estripulias, só que nesse mundo ela não cabia. No fundo, achava a Colher muito louca porque ela se divertia até com a sopa. Brincava de não deixar sobrar. A colher desavisada achava que a faca não era afiada e a chamava pra brincar de se lambuzar. Isso era uma loucura porque a faca toda dura nem deixava a colher se aproximar. Por mais que a colher dissesse que não era arriscado, pra faca o mundo era assombrado, um eterno despedaçar. Não podia rir, tinha que ferir. Não sabia juntar, porque tudo tinha que cortar. Não podia deixar rolar, tinha sempre que ceifar.
A colher foi ficando triste ao perceber que sem espetar com a faca ela não poderia brincar. Ah, mas isso era tão impossível, ela não sabia prender, nem dentes ela podia ter.
Só que a faca, não ajudava, na verdade não aceitava que a colher não tivesse como morder. Ela achava que isso era coisa de gente mimada e a julgava enjoada por não saber fazer.
Enquanto a colher pensava um jeito de acontecer, a faca encontrou o garfo e juntos foram se satisfazer. Pensando bem, o que fazer?
A faca nasceu pro garfo, juntos eles sabem viver. Se um espeta o outro corta, fazem a dor sobreviver. Mas, e a colher, o que aconteceu com ela? Ah, essa era muito bobinha, muito mimada, julgava que a vida era brincar de amar e ser amada, não tinha como vencer. Hoje vive pela mesa brincando de café, sopa ou sobremesa? Pelo menos não está só, embora não tenha par , em toda receita ela é chamada a participar. Vive cercada de ingredientes, sempre ocupada querendo somar ou um pitada querendo dar. Não morreu, não esmoreceu, mas no fundo, como toda menina mimada ainda sonha com a faca amolada mesmo sem dentes para se defender.
A faca ria dessas estripulias, só que nesse mundo ela não cabia. No fundo, achava a Colher muito louca porque ela se divertia até com a sopa. Brincava de não deixar sobrar. A colher desavisada achava que a faca não era afiada e a chamava pra brincar de se lambuzar. Isso era uma loucura porque a faca toda dura nem deixava a colher se aproximar. Por mais que a colher dissesse que não era arriscado, pra faca o mundo era assombrado, um eterno despedaçar. Não podia rir, tinha que ferir. Não sabia juntar, porque tudo tinha que cortar. Não podia deixar rolar, tinha sempre que ceifar.
A colher foi ficando triste ao perceber que sem espetar com a faca ela não poderia brincar. Ah, mas isso era tão impossível, ela não sabia prender, nem dentes ela podia ter.
Só que a faca, não ajudava, na verdade não aceitava que a colher não tivesse como morder. Ela achava que isso era coisa de gente mimada e a julgava enjoada por não saber fazer.
Enquanto a colher pensava um jeito de acontecer, a faca encontrou o garfo e juntos foram se satisfazer. Pensando bem, o que fazer?
A faca nasceu pro garfo, juntos eles sabem viver. Se um espeta o outro corta, fazem a dor sobreviver. Mas, e a colher, o que aconteceu com ela? Ah, essa era muito bobinha, muito mimada, julgava que a vida era brincar de amar e ser amada, não tinha como vencer. Hoje vive pela mesa brincando de café, sopa ou sobremesa? Pelo menos não está só, embora não tenha par , em toda receita ela é chamada a participar. Vive cercada de ingredientes, sempre ocupada querendo somar ou um pitada querendo dar. Não morreu, não esmoreceu, mas no fundo, como toda menina mimada ainda sonha com a faca amolada mesmo sem dentes para se defender.
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