Meu mar

A onda que refresca
É a mesma que afoga
O mar que embeleza a vista
Esconde corpos e tesouros no seu fundo
A areia branca acaricia os pés
Enquanto reflete os raios que a pele queima 
Não há nada mais belo do que a imensidão do mar
Se os pés a terra firme podem tocar
Será que é tão belo aos olhos de quem o vislumbra enquanto anseia se salvar? 
Eis que pode ser belo e ser sofrimento
Ser mar e ser tormento 
Pode ser amor e ser lamento
Na primeira onda uma alegria desenfreada
Um azul de grandeza rara 
Revelava a sua chegada
Foi tanto sol foi tanto sal
Na sétima onda não havia nada
Na sua partida um oceano sem fundo
Um afogamento mudo
Um silêncio profundo
Escuridão, sobras e solidão
Mas ainda é mar
Ainda há motivos para se admirar  ao acordar
Está tudo lá beleza, dor, grandeza e mar

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sei lá...

A colher e a faca