Amor ou Paixão?
Sempre acreditei que os sentimentos e as sensações moravam dentro de mim, mas tinham suas casas de veraneio. Lugares que habitavam, provisoriamente, quando se cansavam da rotina de viver em mim. Quando lá estavam, eu os via com mais clareza, porque os reconhecia de imediato. Não tinha que procurar nos meus cômodos. Muito embora possa parecer loucura, várias situações vividas me fizeram acreditar nessa versão dos fatos.
Quando estou numa festa e vejo-o chegar. Nesse exato momento, reconheço Alegria curtindo férias no veraneio-você. Sim, você é uma das casas de veraneio da alegria, porque sua presença é que me faz senti-la. Imagino, então, que a alegria que mora em mim, saiu. Foi passear, passar uns tempos em você. Só a reencontro quando te vejo. Por outro lado, se brigamos, Tristeza cancela as férias, tranca suas casas de veraneio e decide se fechar em mim. Fica tempos sem sair.
E, assim, ao longo da vida, vão vivendo, mudando de casa, viajando e buscando novas habitações. Porém, em algumas casas, eles ficam como que para sempre, pois encontram, ali, seu lugar no mundo.
Conversando outro dia com Paixão, que reencontrei na sua casa de veraneio favorita, a torta de chocolate Floresta Negra, ela me disse que Amor era seu vizinho, estava passando um tempo no bolo de cenoura com chocolate. Confesso que concordei que eles escolheram muito bem suas casas.
Paixão é tão saborosa quanto Amor, mas temos que convir que Paixão é mais sedutora, mais molhada, mais vaidosa, mais enfeitada, exige que se saiba lidar com ela, não se pode cortar de qualquer jeito, senão ela chia. Paixão é, também, um pouco transloucada, um pouco exagerada, mesmo quando você dá desprezo, colocando-a na geladeira, ela não perde seu encanto e continua apetitosa. E como é mais volúvel que o Amor, não se entrega somente ao café. Ela gosta mesmo é de festa, de bagunça, de fazer suspense na escolha do seu primeiro pedaço.
Amor, não. Amor é mais caseiro. Amor está ali na mesa do dia a dia. Não precisa ter festa para que ele fique. Pelo contrário, Amor, às vezes, é servido em dias sem motivo especial, mas ele sempre alegra a mesa, o papo e o encontro. Quando Amor é mais picante, até rola um granulado, mas não precisa nada muito além disso. Amor não é para muitos, mas dá muito prazer sim!
Paixão é fugaz, quer evento para acontecer. Acaba logo, porque é muito gostosa. Não temos como possui-la sem se lambuzar. Amor é um pouquinho mais contido. Não se espalha tanto e dura mais. Amor é fácil de levar para qualquer lugar, mas não se engane, se não souber respeitá-lo em suas regras, ele sola.
Amor é tão incrível que ele não inveja Paixão por sua situação. Ele não quer sua pompa. Ele sabe o seu lugar.
Eu, por minha vez, adoro visitar os dois. E sempre que posso, levo-os para casa, embora não seja sem estragos. Adoro tê-los perto de mim.
E, por mais que eu explique essas picuinhas entre Amor e Paixão, minha nutricionista insiste para que eu os despeje. Para que os mantenha longe de mim. Eu hein...cada ideia. Não há férias, não há prazer, não há veraneio sem eles.
Ela me diz que fazer dieta é uma questão de força de vontade, pois eu discordo, o meu problema é que minha vontade tem muita força.
Eu quero amor e paixão na minha mesa!
Quando estou numa festa e vejo-o chegar. Nesse exato momento, reconheço Alegria curtindo férias no veraneio-você. Sim, você é uma das casas de veraneio da alegria, porque sua presença é que me faz senti-la. Imagino, então, que a alegria que mora em mim, saiu. Foi passear, passar uns tempos em você. Só a reencontro quando te vejo. Por outro lado, se brigamos, Tristeza cancela as férias, tranca suas casas de veraneio e decide se fechar em mim. Fica tempos sem sair.
E, assim, ao longo da vida, vão vivendo, mudando de casa, viajando e buscando novas habitações. Porém, em algumas casas, eles ficam como que para sempre, pois encontram, ali, seu lugar no mundo.
Conversando outro dia com Paixão, que reencontrei na sua casa de veraneio favorita, a torta de chocolate Floresta Negra, ela me disse que Amor era seu vizinho, estava passando um tempo no bolo de cenoura com chocolate. Confesso que concordei que eles escolheram muito bem suas casas.
Paixão é tão saborosa quanto Amor, mas temos que convir que Paixão é mais sedutora, mais molhada, mais vaidosa, mais enfeitada, exige que se saiba lidar com ela, não se pode cortar de qualquer jeito, senão ela chia. Paixão é, também, um pouco transloucada, um pouco exagerada, mesmo quando você dá desprezo, colocando-a na geladeira, ela não perde seu encanto e continua apetitosa. E como é mais volúvel que o Amor, não se entrega somente ao café. Ela gosta mesmo é de festa, de bagunça, de fazer suspense na escolha do seu primeiro pedaço.
Amor, não. Amor é mais caseiro. Amor está ali na mesa do dia a dia. Não precisa ter festa para que ele fique. Pelo contrário, Amor, às vezes, é servido em dias sem motivo especial, mas ele sempre alegra a mesa, o papo e o encontro. Quando Amor é mais picante, até rola um granulado, mas não precisa nada muito além disso. Amor não é para muitos, mas dá muito prazer sim!
Paixão é fugaz, quer evento para acontecer. Acaba logo, porque é muito gostosa. Não temos como possui-la sem se lambuzar. Amor é um pouquinho mais contido. Não se espalha tanto e dura mais. Amor é fácil de levar para qualquer lugar, mas não se engane, se não souber respeitá-lo em suas regras, ele sola.
Amor é tão incrível que ele não inveja Paixão por sua situação. Ele não quer sua pompa. Ele sabe o seu lugar.
Eu, por minha vez, adoro visitar os dois. E sempre que posso, levo-os para casa, embora não seja sem estragos. Adoro tê-los perto de mim.
E, por mais que eu explique essas picuinhas entre Amor e Paixão, minha nutricionista insiste para que eu os despeje. Para que os mantenha longe de mim. Eu hein...cada ideia. Não há férias, não há prazer, não há veraneio sem eles.
Ela me diz que fazer dieta é uma questão de força de vontade, pois eu discordo, o meu problema é que minha vontade tem muita força.
Eu quero amor e paixão na minha mesa!
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